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Cris Monteiro NOVO
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A história do pescador

Existem milhares de pessoas que se esforçam todos os dias para conseguir uma vida melhor e nem sempre saem do mesmo lugar. É como a história do pescador, que eu gosto muito de contar nas minhas palestras.

Em uma vila, mora um pescador que sai todo dia para o mar. Acorda cedo e parte com a sua vara, a sua rede e todos os apetrechos. Há dias em que ele traz peixe e faz um cozido.

Mas há vezes em que não pesca um peixe sequer, porque existem variáveis que ele não tem como controlar: a mudança da lua, a virada da maré, a pesca de arrasto dos grandes pesqueiros. Mesmo assim, no dia seguinte, ele está lá de novo, tentando.

E é aí que mora a virada: o pescador não volta porque tem garantia de resultado. Ele volta porque entendeu que desistir é a única forma certa de não pescar. A persistência não é teimosia: é a única resposta possível diante daquilo que não se controla. Quem para de lançar a rede já decidiu o desfecho.

Entenda: o esforço importa, mas não decide tudo. Há variáveis que fogem do seu controle. Vivemos numa cultura que cobra empenho como se ele bastasse - e ignora que cada pessoa tem o seu próprio caminho. Medir a sua vida pelas conquistas dos outros é um veneno.

Cada um de nós é um universo particular. A minha história diz respeito a como eu estou escolhendo viver a minha vida. E eu a conto aqui porque, se puder te inspirar de alguma forma, ótimo… mas ela também não precisa servir para você.

O pulo do gato está em fazer escolhas conscientes. Quanto mais autoconhecimento você tiver, mais fácil será tomar decisões alinhadas com quem você é e com o que deseja.

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